oh, meu pequeno caderno, como te tenho deixado ai, sozinho, nesse teu canto, que por vezes também é meu . eu disse-te, disse que não ia ser a melhor das companhias, mas á muito que anseio escrever em ti. o sol já poisou á muito , e a lua, essa continua a ficar mais pequenina ao longo que caminha no céu, mal a vejo, estas malditas nuvens que teimam em aparecer e posicionarem-se mesmo por baixo de ti, assim como que de propósito, só para tu não me iluminares o coração, que está outra vez bem pequenino pequenino pequenino, embrulhado em si mesmo, a ocupar o menos espaço possível. enquanto ele fica frio, os meus olhos começam a chorar em sintonia com as nuvens lá fora, o barulho do vento faz com que o som do meu soluçar mal se ouça e eu , sozinha, contigo, sozinha neste nosso canto procuro a lua, procuro a luz ...