Perco-me a olhar para ti . O cheiro do café acabado de trazer mistura-se com o cheiro que o vento arranca ás ondas do mar. Tu sorris , perdemo-nos os dois a sorrir . o sol começa a ceder lugar á lua, e nós, com o nosso café entre as mãos , assistimos . O tempo, esse passa , mas nós continuamos perdidos um no outro. o teu sorriso delicia-me , enche-me a alma .O tempo começa a arrefecer mas eu continuo quente por dentro. Continuo perdida em ti. E nunca me senti tão segura ! O tempo passa e eu desejo continuar assim, continuar perdida no teu sorriso, porque isso significa que estás a sorrir . Porque isso significa que estou contigo. O céu fica finalmente escuro . O café fecha, e eu só quero continuar assim. Perdida !
sábado, abril 19
sábado, abril 12
o tempo não cura. o tempo não sara as feridas. O tempo apenas trás consigo novas memórias que são colocadas delicadamente sobre as feridas abertas e ainda por sarar. Elas não se fecham . Elas não acabam. Elas não se curam. As feridas apenas ficam menores, ficam tapadas. São empurradas para o fundo e apenas por isso são menos lembradas. Mas elas não se curam. Não, isso é apenas uma ilusão ! E o tempo continua...
domingo, março 30
Quando pego num livro pela primeira vez o meu coração enche-se de uma alegria enorme ! Leio as primeiras páginas e fico com uma ânsia de chegar ao fim , de ler aquelas ultimas páginas. Mas nunca o faço, fico sempre com o coração nas páginas que estou a ler e com a cabeça nas ultimas. Mas quando por fim lá chego o meu coração já não tem alegre, não, ele transborda nostálgica, ele quer voltar ao inicio do livro , ele quer nunca ter lido as ultimas páginas porque essas significam que o livro acabou. E o meu coração reconhece o fim de um livro como uma morte. E por isso, hoje, após ter lido as páginas que anseio desde que pequei neste pequeno livro o meu coração está triste e nostálgico !
sexta-feira, março 21
terça-feira, março 4
O dia já tem longas horas e eu sinto-me extremamente cansada física e psicologicamente . O céu está a tomar cores quentes e alegres. Está tão calmo. Tão o contrário de mim . Tomo o meu café tentando, em vão, ficar um pouco melhor, mas o meu coração não para de gritar. E aqui, no avião, com um lugar vazio ao meu lado e um céu fascinante do outro tenho o ambiente perfeito para o ouvir. Mas mesmo assim não ouço. Ele continua a gritar comigo. Continua a gritar para mim. Continua numa tentativa falhada de dizer ao mundo que ainda te ama. Que nunca deixou de amar ! Mas eu continuo sem o ouvir. E ele ? fica com a esperança de que algum dia seja ouvido !
sexta-feira, fevereiro 7
Está frio. Mas estranhamente sinto-me bem na minha pequena varanda. Olho a cidade que tenho pela frente e o meu olhar perdesse com todo o movimento que vê. As luzes dos carros a andar hipnotizam-me. Mas o silencio. O estranho silencio que se sente na minha varanda, no meu da cidade, é agradável. Aqui sou eu. Eu e o silencio. Aqui me perco ao contemplar o céu. Aqui fico durante horas sem me aperceber que elas passam. E sinto-me bem. Sinto-me feliz. Calma. Com todo o movimento e agitação lá longe. Sinto-me no meu da natureza que uma cidade pode ter. Ao longe vejo as nuvens esconder-se por trás das montanhas. Vejo um constante jogo de apanhadas . E o céu, e céu vai ficando mais escuro. Mas eu continuo alegre. Continuo quente. Mesmo no meio do frio que se faz sentir. O meu eu interior sente-se quente. Olho , mais uma vez, para o céu e ele já se encontra completamente escuro e pela primeira vez desde que me encontro aqui sinto uma ponta de tristeza no meu coração. Quando ao longe vejo uma estrela percebo o porque. Percebo que não posso, não consigo, não ver as estrelas que todos os dias se encontram a olhar para mim. Porque tu avô , tu és a minha estrela, e eu preciso de te sentir aqui, comigo. Preciso de me sentir quente por dentro.
sábado, janeiro 25
Nunca como agora me magoou tanto ver filmes românticos. Nunca como agora senti que necessito tanto de um amor assim. Tenho tanto para dar. Tenho tanto para sentir. Tanto para crescer. Quero sentir de novo as borboletas na barriga . Quero ser aquela que vê de novo o lado bom de tudo o que parece mau. E necessito disso. Preciso de voltar a amar. Preciso de me sentir a pessoa que sou quando amo. Tenho saudades do pequeno sorriso que antes tinha sempre na cara. Tenho saudades de sentir o meu coração grande de mais para o meu pequeno corpo. Tenho saudades ! E necessito disso. Para poder esquecer de vez o passado. Para poder prosseguir na minha vida. Não apenas bem mas feliz. Preciso de olhar para a natureza e lembrar-me de alguém. E quero. Quero que os pequenos momentos da vida voltem a fazer sentido como antes. E quero. Quero ser um eu com mais amor.
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